Exercício aeróbico em jejum: As recomendações e contraindicações dessa prática

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Educadores físicos, nutricionistas e médicos do esporte têm sido interpelados por uma dúvida que tem sido cada vez mais frequente entre aqueles que são apaixonados por treinos: fazer exercício aeróbico em jejum — também conhecido como AEJ  —, realmente, é positivo e benéfico? 

Os profissionais não conseguem cravar essa pergunta com uma única resposta. A verdade, dizem, é que depende da rotina, do estilo de vida, da intensidade do treino e do objetivo de cada pessoa frente aos exercícios realizados. Conhecendo e sabendo administrar bem essas questões, será mais fácil saber se treinar sem se alimentar pode ser um aliado a sua meta, ou um inimigo ao seu corpo.

O texto desta semana no blog do Instituto Olimpo vai trazer mais informações sobre o exercício aeróbico em jejum, e indicar quais seriam as melhores estratégias em que o AEJ se encaixa. 

Acompanhe! 

O que é Jejum e o que é Exercício Aeróbico?

Como ponto de partida, vamos entender, rapidamente, o que é “Jejum” e o que é o “Exercício Aeróbico”. 

O jejum é a restrição alimentar, ou seja, a não ingestão de alimentos por um período de tempo. Habitualmente, pessoas adotam essa estratégia para a perda rápida de peso, mas também por motivos religiosos ou clínicos e medicinais.

O exercício aeróbico é aquela atividade física que se define pela produção de energia nas células musculares a partir do uso do oxigênio vindo da respiração. Essa energia vai permitir que diversas partes do corpo se movimentem de forma rápida, sincronizada e ritmada por um período mais longo de tempo, como em corridas, natação, caminhada, andar de bicicleta e demais exercícios.

Ter performance esportiva

Se o seu objetivo é ter melhora no desempenho esportivo a partir de atividades longas e duradouras, então o jejum é contraindicado

Em corridas, por exemplo, o corpo precisará de reposição da energia oriunda da glicose (quebra dos carboidratos) para se manter em atividade por mais tempo. Se o atleta não se alimenta antes do exercício, essa reserva de energia será menor e a pessoa vai precisar se esforçar mais para realizar a prática esportiva. Logo, ela se sentirá cansada de forma mais rápida e, com isso, a intensidade e duração da corrida também vão diminuir. 

Resumindo, o desempenho esportivo em atividades de longa duração e alta intensidade, que exigem maior estoque de energia vinda dos alimentos (carboidratos), não vai ser melhorado se a pessoa praticá-las em jejum.

Perda de peso

Muitas pessoas costumam afirmar que o exercício físico em jejum ajuda no emagrecimento porque, sem carboidrato disponível, o corpo vai utilizar a gordura como fonte de energia. 

Porém, como vimos anteriormente que o aeróbico vai ser menos intenso se for feito em jejum, o emagrecimento, que é altamente dependente da queima de calorias, também não vai acontecer como muitos esperam. 

Da mesma forma que ocorre no desempenho esportivo, se a pessoa fizer uma atividade física em jejum, a intensidade e o tempo de duração da prática esportiva (corrida, por exemplo) vai ser menor. Assim, vai ocorrer uma baixa queima calórica e a possibilidade de emagrecimento também vai diminuir. 

Portanto, a atividade física em jejum, em geral, não é indicado se o objetivo for o emagrecimento — sobretudo a longo prazo. Contudo, o AEJ pode ser feito se o tempo de duração da atividade for menor e menos intenso.

Controle da glicemia

Contudo, fazer exercício físico em jejum pode trazer o benefício de melhorar a sensibilidade das células à insulina. É o que aponta um estudo das universidades de Bath e Birmingham, publicado no Journal of Clinical Endocrinology, em 2019 (acesse o estudo clicando aqui). Os pesquisadores descobriram que indivíduos obesos ou com sobrepeso apresentaram melhora na sensibilidade das células à insulina quando deixavam de tomar café da manhã antes de sessões de ciclismo com intensidade moderada. 

A insulina é um hormônio importante para a regulação dos níveis de açúcar no sangue. Aumentar a sensibilidade das células a essa substância ajuda na diminuição de açúcar no sangue e, consequentemente, contribui para a prevenção de diabetes e de doenças cardiovasculares. 

Segundo o estudo das universidades britânicas, o grupo que se exercitou em jejum não apresentou perda significativa de peso, mas houve aumento do uso de gordura por conta dos níveis mais baixos de insulina durante o exercício. De acordo com os pesquisadores, quando as pessoas jejuam durante a noite “significa que podem usar mais gordura do tecido adiposo e a gordura dos músculos como combustível” na atividade física do dia seguinte.

Os especialistas reforçam, no entanto, que cada corpo pode responder de uma forma. Assim como há pessoas que reagem bem ao exercício em jejum, vale lembrar que se exercitar sem estar alimentado pode levar a uma hipoglicemia — queda de açúcar no sangue. 

Está na dúvida? O Instituto Olimpo te ajuda

Como mencionamos no início do texto, as indicações e contraindicações ao AEJ dependem de cada situação. Mas, para tomar uma melhor decisão, nada como contar com profissionais especialistas no assunto, não é verdade? 

Por isso, conheça a equipe multidisciplinar do Instituto Olimpo! Estamos no bairro Moema, em São Paulo. Saiba como chegar até a gente

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